Covardemente apagava a luz e ele não via nada
nem meu medo
Por vezes acendia a luz e saía antes de refletir-me
escutava seus protestos...eu ria
No entanto, experiente o espelho,
aguardava meu óbvio retorno
pra prosiá
Nos olhos dele só pude mudar a letra
de desenho e sentido
porque meu rosto provocava amadurecimento
Via-me no espelho distanciado dos traços
do retrato rosa pendurado na parede azul
Várias vezes afirmei ao espelho
aquilo que, ingenuamente achava, não poder refletir
Substimei-o...
ele é um caledoscópio
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