03/03/2008

o espelho

Covardemente apagava a luz e ele não via nada
nem meu medo

Por vezes acendia a luz e saía antes de refletir-me
escutava seus protestos...eu ria

No entanto, experiente o espelho,
aguardava meu óbvio retorno
pra prosiá

Nos olhos dele só pude mudar a letra
de desenho e sentido
porque meu rosto provocava amadurecimento

Via-me no espelho distanciado dos traços
do retrato rosa pendurado na parede azul

Várias vezes afirmei ao espelho
aquilo que, ingenuamente achava, não poder refletir

Substimei-o...
ele é um caledoscópio

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